Carnaval 2005

Rainha Nzinga

Rainha Nzinga foi o tema do primeiro carnaval do Bloco Afro Ilú Obá De MIn. O desfile aconteceu em fevereiro de 2005. O grupo estava sendo formado ainda, eramos apenas 50 integrantes.

O desfile levou para as ruas público de 500 pessoas. Quanta diferença não?

Na estréia do Bloco Afro Ilú Obá De Min, a chuva caiu lindamente em determinado momento, quando o cortejo estava chegando próximo da estação Anhangabaú. Dali para frente foi só sentir a benção daquela água toda que descia uniforme e quente. Uma chuva nunca vista antes.

A escolha do tema foi muito oportuna. Poder contar através das composições a vida e feitos dessa incrível e destemida mulher africana e iniciar um trabalho que referenciaria as nossas heranças ancestrais através dos toques, cânticos e danças, instituindo assim uma série de belas homenagens e de precioso resgate histórico.

 

Quem foi a Rainha Nzinga?

Nascida em 31 de janeiro de 1582, Nzinga Mbandi Ngola, a rainha Nzinga, foi – e continua sendo – figura símbolo da resistência dos povos africanos diante da dominação europeia no continente.

Vários nomes são atribuídos a ela, entre eles, Nzinga a Mbande, Nzinga Mbande, Jinga, Singa, Zhinga, Ginga, Dona Ana de Sousa (este último em razão do batismo católico, em 1623).

Filha do rei de Ndongo e treinada desde criança para o combate e o uso de armas, Nzinga comandou os reinos Ndongo e Matamba, importantes territórios africanos, cuja sociedade era hierarquizada e organizada com domínio do comércio, metalurgia e agricultura. Atualmente, são parte do que hoje conhecemos como Angola. (Fonte: Alma Preta)

A primeira obra de ficção sobre a Rainha e sobre a África central foi escrita pelo francês Jean-Louis Castillon, e publicada em 1769 sob o título “La Reine Zingha. Histoire africaine”.
Seguiram-se outras obras como a inesperada “Xinga”, do alemão Sacher Masoch, os ensaios de Elikia Mbokolo e de Manuel Pedro Pacavira, assim como dezenas de trabalhos científicos, entre os quais o do incontornável Castro Soromenho, publicado na Revista “Présence Africaine”.
Njinga Mbandi morreu no século XVII, depois de ter defendido diplomática e militarmente os seus territórios contra a penetração do colonialismo português.
Ela, assim como os reis Nzinga Nkuvu (Kongo), Mandume (Kwanhama), Mwata Yanvwa (Lunda-cokwe) e Ekuikui (Bailundo), constituem os ancestrais dos vários territórios que atualmente formam o país chamado Angola. (Fonte: Angonotícias)